April 27th, 2012 · Pessoal

O tempo passa tão rápido que a gente nem percebe quanta coisa muda e o quando a gente muda junto com todas essas coisas. Lá se vão 4 meses de vida estadunidense. E esse post está tão atrasado que daqui a alguns dias já vou é pro quinto mês.
Nem vi o tempo passar. Juro. Acho que é culpa da rotina, que me pegou e resolveu não largar mais, mas é assim mesmo. Eu também tinha a minha rotina no Brasil, então acho que pouca coisa muda nesse aspecto. Nesse quarto mês fiz algumas coisinhas mais interessantes… visitei o Daniel Stowe Botanical Garden, em Belmont, com a Micheli, uma querida e já amiga que mora aqui nas Carolinas há um ano e alguns meses, com uma rápida passagem de volta para o brasil para conseguir um visto de estudante. Foi um dia muito gostoso e me diverti bastante!!
Depois do Botanical Garden fomos almoçar num chinês-japonês-buffet muito bom e barato, e então rumamos para uptown passear e tirar algumas fotos, como boas turistas. A Michi já tinha fotos em quase todos os lugares, então ela foi mais é me guiando e mostrando lugares bons e turísticos, embora Charlotte me pareça mais um lugar para turismo de negócios que qualquer outra coisa. Tem uns lugares bem legais pra visitar por aqui, então estamos planejando nossos próximos dias off. A próxima pauta será visitar Greensboro. E eu ainda quero dar uma passadinha em Concord, porque minha amiga Chay já me contou que as outlets do mall são maravilhosas e vale a pena a visita.
Também fui ao cinema aqui pela primeira vez. E é muito igual aos filmes… você paga uma entrada, mas se quiser ficar por lá o dia inteiro só disfarçando e vendo todos os filmes em cartaz tá tudo certo. Ainda não viajei pra lugar nenhum, e também ainda não me inscrevi em cursos mais interessantes. Não que o curso de inglês não seja, mas quero fazer outras coisas por aqui. Encontrei uns cursos legais pro summer e tenho que ir nos colleges atrás da inscrição, antes que eu perca o prazo.
Como boa brasileira – meio tontinha, por assim dizer – continuo trabalhando loucamente e muito mais do que eu deveria. Tenho retorno em certos aspectos, mas outros ainda deixam a desejar. A família é muito legal e tudo o mais, mas apesar disso minha função aqui é estar presente para cuidar da kid quando eles quiserem fazer alguma coisa. That’s it. Por exemplo, algumas das coisas que eles disseram que faríamos não aconteceram… mas é assim mesmo, né. Mas eu não quero ficar reclamando de barriga cheia, porque na contagem final eu estou BEM melhor que muita aupair por esse país aqui.
Acho que vou tentar fazer alguma coisa mais interessante, e quem sabe dar uma animada nesse quinto mês. Estou indo para Chapel Hill, num colóquio de linguística, nesse fim de semana, e pensei em dar uma passadinha em Durham ou Raleigh, que ficam super pertinho. Veremos.
No mais tudo certo… e que venha o quinto mês!!
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Ser aupair tem me proporcionado momentos inimagináveis, preciso ser bem honesta. Acho que tenho bastante sorte porque a maioria deles tem sido de bons momentos. Claro que a rotina vem e pega a gente com tudo, mas mesmo assim ainda é muito bom estar aqui. Uma das coisas mais legais é loucas de ser aupair é o relacionamento intenso de amizade, carinho e companheirismo que a gente desenvolve com pessoas que acabamos de conhecer. Tipo Big Brother.
Confesso que sempre achei exagerada essa coisa de virar melhor amigo e contar a vida para uma pessoa que você acabou de conhecer, e que sempre achei que fosse balela essa coisa de virar amigo do peito em algumas horas de convivência, como estamos acostumados a ver a exatos 12 anos no BBB. Mas, olha, essa coisa acontece na vida real, viu?!
Acho que o que faz a gente se apegar tanto a esses desconhecidos é o fato de estarmos todos juntos no mesmo barco. Como aupair, estou morando num país totalmente diferente do meu, onde não tem ninguém da minha família que possa me ajudar caso alguma coisa aconteça, não tenho as minhas irmãs, minhas gatas, minhas coisas, nada. Tudo o que teoricamente é meu é temporário: assim que eu deixar de ser aupair não vou mais ter nada do que eu tenho aqui. E assim como eu, tem outras dezenas de meninas nessa mesma situação. Então, nada mais justo que dividir o perrengue e a balada com essas gurias que toparam estar aqui e viver esse ano (ou esses, como no meu caso) com a cara e a coragem.
Conheci muita gente legal aqui nas Carolinas e posso dizer que eu estou bem servida de pessoas de condições… meninas maravilhosas que estão aí pro que der e vier, que são pau pra toda obra e que estão dividindo comigo a experiência mais maluca que eu já tive em toda a minha vida… Beijos procês amygas Chay, Dai, Lore e Pascu…



Porque são essas pessoas que ajudam você a segurar os momentos de tensão, onde a primeira coisa que se passa pela sua cabeça é vender a alma e voltar pra sua casa. E são essas pessoas que vão sair de onde estão pra te buscar em casa, a 15 milhas de distância, pra ir numa festa, sendo que elas estavam a exatos 2 minutos do lugar. São essas pessoas que vão segurar a sua mão quando você está chorando porque alguém disse ou fez alguma coisa que te magoou. E são essas pessoas que vão fazer você se sentir maravilhosa quando está parecendo o bagaço da laranja.
É, realmente eu tenho é uma sorte danada…
Ps.: Eu espero que você clique no link Chay, e leia o post todo e se pergunte também: por que raios nós não temos fotos juntas?!?!?!?!?!?!!?!? Demorou pra solucionar esse pepino… XD
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Uma coisa que eu tenho percebido desde que cheguei aqui, apesar de já imaginar que fosse ser assim, é que as coisas acontecem muito rapidamente e os dias passam como se não houvesse amanhã em nossas vidas. Puxa vida, já estou fora de casa há 3 meses?! Quem diria que faltam somente 21 meses para o fim da minha jornada como aupair?! Sim, porque eu extenderei o programa e ficarei por aqui por mais um ano, mas com uma passadinha de leve pelo Brasil pra falar oi pras amygas e curtir a formatura da minha irmã.
Por aqui os dias tem sido mais do mesmo. Sim, a rotina me pegou: acordar cedo, esperas minha baby acordar, preparar a mamadeira, trocar a fralda, dar o café da manhã, dar banho, brincar, preparar outra mamadeira, por pra dormir, dar uma geral na cozinha e na sala onde ela brinca, fazer almoço (quando estou de bom humor) ou comer qualquer coisa, subir e relaxar por 30-40 minutos, trocar fralda, dar almoço, brincar lá fora num calor do Saara, trocar a fralda, dar janta, cozinhar (se eu estiver de MUITO bom humor), botar a louça na pia, subir, ligar pros parentes, tomar banho, ver TV, dormir. Finalmente né, porque uma hora o dia tinha de acabar.
Nada de muita novidade tem acontecido na minha vida, minha hostfamily não é do tipo que faz viagens e o caramba. Até agora fomos em Jersey City, onde ficamos só um dia porque a baby teve uma reação alérgica e os pais se desesperaram com a fila e o atendimento do ER de Newark e quiseram voltar no dia seguinte – e eu nem mencionei a fortuna para remarcar voo assim, pro outro dia… Achei que eu iria para Atlanta com a hostmom, mas hoje ela já me comunicou que houve uma mudança de planos e ela tem de estar lá de segunda a quarta, não de quarta a sexta, como ela imaginava.
Nada de glamour, luxo, magia e sedução na minha vida. Apesar de eu já saber de antemão que essa vida de aupair não é brinquedo, eu ainda tinha aquela pontinha de esperança de que alguma coisa mais “mais” acontecesse, mas enfim, estamos aqui pra trabalhar, não pra morar numa colônia de férias. E tem gente que ainda se incomoda quando falamos quevida de aupair é dura pra caramba. Vejam só pela minha rotina, que faz com que eu esteja tão cansada, mas tão cansada, que entre sair com as amygas e ficar em casa dormindo, eu prefiro dormir.
Acho que eu preciso de férias… trabalhar cuidando de crianças é tenso, minha gente. Não sei nem se eu vou aguentar ter meus próprios filhos, pra ser bem sincera. Acho que ser aupair é o melhor controle de natalidade que poderia existir em qualquer lugar do mundo.
Mas claro que tem a parte boa, porque minha vida é bem confortável por aqui e minha hostfamily sempre me tratou como parte da família mesmo (para o bem e para o mal, hahahaha… ) e é muito bom sentir que as pessoas gostam e valorizam o que você está fazendo por eles. Minha baby está cada dia mais linda e esperta, aprendendo um monte de coisas novas todos os dias. Sempre que tenho folga, no dia seguite a mãe já vem e me conta alguma coisa nova que ela está falando ou fazendo. Charlotte é um lugar lindo, apesar desse calor do Saara que está fazendo por aqui, e agora eu vou poder ir e vir livremente – em partes – porque eu finalmente passei no teste de direção e tenho a Drivers License daqui.
Em partes porque nos comunicados matinais fui informada de que meu hostdad não quer que eu saia de carro com a baby antes de 1 mês. A justificativa dele foi meio estranha, porque ele comparou o trânsito da Índia com o do Brasil, que era muito diferente dirigir nos nossos países e dirigir aqui, porque eu tenho que estar 100% certa de que tenho condições de dirigir a baby. Não sei por que ele comparou Índia e Brasil, porque a diferença é gritante: o trânsito na Índia é louco e as pessoas nem ligam pras poucas leis que existes – palavras da minha hostmom, e no Brasil a gente tem de cumprir todas as leis sem exceção, que são bem próximas das leis daqui da Carolina do Norte, temos sistema de pontos, tomamos multa por velocidade, por passar sinal vermelho, estacionar em fila dupla, assim como aqui. É essa visão esteretipada que as pessoas têm do Brasil, todo mundo acha que lá é o samba do crioulo doido mesmo… e pensar que nos últimos anos nós brasileiros temos mantido uma boa parcela dos empregos no turismo desse país…
Enfim, apesar de eu já dirigir há tempos, seguir todas as regras always, ter estudado MESMO todas as regras de trânsito daqui, terei de esperar mais um mês para, finalmente, levar minha baby pra fazer alguma coisa divertida. Mas né, o que é um peido pra quem já tá cagado, não é mesmo? Pelo menos já posso sair, passear, ir a qualquer lugar feliz, alegre e saltitante, dirigindo o meu próprio carro – palavras dos hosts, que disseram que posso considerar esse carro como MEU.
Foi um mês meio boring, meio sem nada pra fazer, meio gastando todo o meu tempo off no DMV. Queria que acontecesse alguma coisa mais excitante sabe, mais “mais”…
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